UE desiste de regras mais duras e enfraquece proteção contra marketing verde

A Comissão Europeia recuou na proposta que buscava tornar mais rigorosa a regulação de alegações ambientais feitas por empresas. O texto original previa que expressões como “ecológico”, “carbono neutro” ou “sustentável” só poderiam ser usadas com base em evidências científicas claras e verificação independente. Além disso, vetava o uso de compensações de carbono como argumento principal para esse tipo de rótulo.

Segundo a própria União Europeia, mais de 50% das alegações verdes feitas por marcas são enganosas, vagas ou sem respaldo técnico.

A decisão de flexibilizar o texto veio após forte pressão de setores industriais. A nova versão suaviza as exigências, reduzindo a fiscalização e retirando a obrigatoriedade de auditoria externa. Críticos afirmam que o recuo enfraquece a proteção ao consumidor e abre espaço para a continuidade de práticas de greenwashing — quando empresas vendem uma imagem “verde” sem ações reais que a sustentem.

A medida ainda passará por votação final em outubro. Organizações ambientais alertam que o recuo coloca em risco os compromissos climáticos do bloco e reduz a transparência no mercado. O debate segue em aberto no Parlamento Europeu.

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