Quando o sol brilha demais: o paradoxo da energia solar no Brasil


A energia solar se espalhou pelos telhados brasileiros e já representa 18% da capacidade instalada do país o equivalente a três usinas de Itaipu. Mas o sucesso trouxe um novo desafio.

Desde 2012, a Aneel criou regras que isentaram quem gera sua própria energia de pagar pelo uso da rede elétrica. O incentivo impulsionou a adoção em massa: hoje, são quase 4 milhões de sistemas instalados.

O problema é que essa economia tem um custo coletivo. Em 2025, os subsídios somam mais de R$ 10 bilhões, valor repassado para todos os consumidores. E há outro impasse: em dias muito ensolarados, o país produz mais energia do que consome, forçando o Operador Nacional do Sistema (ONS) a desligar usinas para evitar sobrecarga.

Agora, o governo tenta revisar as regras e encontrar um novo equilíbrio — valorizando não só quem gera energia limpa, mas também quem garante estabilidade à rede.

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