Imagine barcos-miniatura que navegam por rios e lagos, sugando poluentes enquanto coletam dados ambientais em tempo real. Essa é a invenção da startup carioca Infinito Mare: as “caravelas ecológicas”, plataformas flutuantes movidas a energia solar que cultivam algas para filtrar a água.
Criadas pelo oceanógrafo Bruno Libardoni, elas já limpam o equivalente a 104 piscinas olímpicas a cada três meses. Seis unidades operam hoje desde o Guaíba, em Porto Alegre, até a Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte – e os primeiros contratos já foram fechados com portos, hidrelétricas e empresas de ESG.
A magia acontece em dois ciclos: de dia, painéis solares alimentam LEDs que estendem a fotossíntese das algas à noite, acelerando a remoção de nutrientes e metais pesados. A biomassa colhida é transformada em compostagem, biofertilizantes ou até cerâmica, fechando o ciclo de economia circular.
“O Brasil tem estrutura, tecnologia e gente com amor para fazer essa transformação”, diz Libardoni. E as caravelas já mostram que, às vezes, a solução para grandes problemas flutua bem diante dos nossos olhos. 🌊☀️
