Um estudo publicado na Nature Climate Change revelou que os 10% mais ricos da população mundial são responsáveis por cerca de 65% do aquecimento global registrado entre 1990 e 2019.
Esse grupo inclui indivíduos com renda anual superior a € 43 mil (aproximadamente R$ 280 mil). A pesquisa fez uso de modelos climáticos e dados de emissões para calcular a participação de diferentes faixas de renda no aumento da temperatura global.
Em 2020, a temperatura média global estava 0,61°C acima dos níveis de 1990.
Os resultados indicam que os 1% mais ricos — pessoas com renda anual superior a € 147 mil — contribuíram com 20% do aquecimento, enquanto o 0,1% mais rico, com rendimentos anuais acima de € 537 mil, foi responsável por 8%. Esses números revelam como diferentes faixas de renda estão associadas a níveis distintos de emissões.
O estudo também destaca que as regiões de baixa renda, especialmente as próximas ao Equador, são mais vulneráveis aos efeitos da crise climática, como secas e ondas de calor, apesar de contribuírem com uma fração menor das emissões.
