França e Espanha anunciaram a criação de uma taxa sobre jatinhos privados e passagens de primeira classe, mirando as emissões desproporcionais geradas por esse tipo de transporte. A proposta foi apresentada em um evento da ONU em Sevilha e já conta com o apoio de países do Sul global, como Quênia, Barbados, Benin, Somália e Antígua e Barbuda, além da Comissão Europeia e de organizações internacionais.
✈️ Jatinhos representam menos de 1% dos voos, mas podem emitir até 20 vezes mais CO₂ por passageiro.
O objetivo é claro: quem mais polui deve contribuir mais. A arrecadação será direcionada a fundos climáticos internacionais, voltados a projetos de adaptação e transição energética em países vulneráveis. Estima-se que a medida possa gerar entre R$ 215 bilhões e R$ 240 bilhões por ano. Os recursos serão usados para financiar ações como infraestrutura resiliente, energia limpa e combate à desertificação.
A medida ainda deve ser detalhada na COP30, que acontece em novembro, em Belém (PA), e representa uma tentativa concreta de equilibrar a conta climática, envolvendo os mais ricos na responsabilidade pelas mudanças do planeta.
