Um novo estudo divulgado pelo PNUMA durante a COP30 aponta que 80% das soluções para reduzir as emissões de metano são de baixo custo e que focar nesse gás pode ser a forma mais rápida de frear o aquecimento global. O relatório mostra que, apesar do metano seguir em alta, há forte desaceleração graças a regulações para resíduos e ao baixo crescimento do mercado de gás natural.
Segundo o documento, os maiores potenciais de redução até 2030 estão na energia (72%), resíduos (18%) e agricultura (10%). Na prática, grande parte das medidas envolve captura de metano em aterros, reciclagem de orgânicos e tecnologias de reaproveitamento.
O custo também não é obstáculo: só no setor de energia, as ações equivaleriam a cerca de 2% da receita global com benefícios que incluem evitar 180 mil mortes prematuras e 19 milhões de toneladas de perdas agrícolas por ano.
Mesmo assim, os planos climáticos entregues na COP30 levariam a apenas 8% de redução até 2030, muito longe da meta global de 30%. Para a ONU, controlar o metano é o verdadeiro “freio de emergência climático”, e os próximos cinco anos serão decisivos para transformar soluções acessíveis em impacto real.
