A conta de carbono chegou: Amazon lidera aumento de poluição com avanço da IA, alerta ONU

A corrida pela inteligência artificial pode estar custando caro ao planeta. Segundo relatório da ONU, a Amazon liderou o crescimento das emissões de carbono entre grandes empresas de tecnologia, com um salto de 34% entre 2020 e 2022. O motivo? A explosão da demanda por computação em nuvem e o uso massivo de data centers – estruturas que consomem enormes quantidades de energia e água para processar, treinar e resfriar modelos de IA.

Só os data centers da Amazon liberaram 71,3 milhões de toneladas de CO₂ equivalente em dois anos, mais que países inteiros.

Enquanto outras gigantes do setor, como Microsoft, Google e Meta, conseguiram reduzir ou manter estáveis suas emissões, a Amazon foi na contramão. E o avanço da IA, que exige ainda mais poder computacional, tende a piorar esse cenário se nada for feito. O relatório cobra mais transparência, redução da pegada de carbono e o uso de fontes limpas de energia nas operações.

Especialistas alertam que a tecnologia não pode evoluir à custa do clima. A promessa de um futuro mais inteligente precisa incluir responsabilidade ambiental. Do contrário, o progresso digital pode sair mais caro do que parece para todos nós.

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