Os números são tão devastadores quanto as imagens: em 2025, desastres climáticos causaram 17,2 mil mortes e US$ 224 bilhões em perdas econômicas no mundo, segundo relatório da seguradora Munich Re. Incêndios, enchentes, secas e tempestades mostraram que a crise climática já não é uma ameaça futura – é uma fatura presente, e cara, que a humanidade está pagando agora.
O incêndio florestal de Los Angeles foi o desastre mais caro do ano (US$ 53 bilhões), seguido por um terremoto em Myanmar (4.500 mortes) e tempestades severas nos EUA. 97% das perdas seguradas foram relacionadas a eventos climáticos – um recorde que supera as médias das últimas três décadas.
Enquanto a América do Norte concentrou US$ 133 bilhões em perdas, a Ásia-Pacífico sofreu com a baixa penetração de seguros (apenas 5% em países mais pobres), transformando tragédias em crises humanitárias duradouras. Na África, três ciclones devastadores destacaram a vulnerabilidade desproporcional dos continentes mais pobres.
“Um mundo mais quente torna eventos extremos mais prováveis”, alerta o climatologista-chefe da Munich Re. O relatório deixa claro: adaptação já não é opção, é necessidade urgente. E o custo da inação só cresce. 🌍🔥
