Mesmo cercada pela maior floresta tropical do planeta, Manaus enfrenta uma grave crise alimentar. Cerca de 55% da população da capital amazonense vive em desertos alimentares, regiões onde é difícil encontrar alimentos frescos, como frutas, legumes e verduras, por preços acessíveis. Os dados são do mapeamento realizado pelo Instituto Escolhas, que analisou o acesso à comida saudável nas capitais brasileiras.
Na prática, isso significa que mais de 1 milhão de pessoas convivem com excesso de ultraprocessados e falta de comida de verdade.
A pesquisa identificou que, em áreas periféricas de Manaus, há três vezes mais oferta de produtos ultraprocessados do que de alimentos in natura. Fatores como distância dos centros comerciais, baixa renda e transporte precário agravam o problema. O cenário contribui para o aumento da obesidade, da desnutrição e de doenças crônicas, especialmente entre crianças.
Para especialistas, garantir segurança alimentar passa por políticas públicas que levem hortifrutis a preços justos para as periferias. Caso contrário, o alimento saudável continuará fora do prato de quem mais precisa.
