Brasil quer virar o playground da IA com energia solar

O Brasil está esquentando o mercado global de data centers de IA com sua matriz energética predominantemente limpa, formada por fontes como hidrelétricas, eólicas e solares, que respondem por cerca de 83% da eletricidade nacional. O ministro Haddad até já disse que o país pode se tornar um polo de atração de investimentos estrangeiros graças a essa vantagem competitiva. Mas calma lá… o impacto ambiental ainda é uma incógnita.

Apesar do potencial, faltam regulação clara, transparência nos gastos de energia e água, e diretrizes socioambientais que deem contrapartidas reais às regiões que abrigam esses centros. Sem isso, há o risco de repetir um histórico de “imperialismo tecnológico”, onde apenas fornecemos energia limpa e infraestrutura frágil, mas não captamos valor agregado, tecnologia ou emprego qualificado.

Ainda há boas notícias: startups como a WideLabs já estão treinando modelos de IA utilizando energia 100% renovável e operando com carbono neutro, graças à infraestrutura da Ascenty, com PUE eficiente e sem consumo de água (WUE zero). 

Portanto, sim: o Brasil tem a chance de ser protagonista no cenário global de IA movida a energia limpa. 

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