O terceiro dia da COP30 trouxe um anúncio robusto: o BNDES vai liberar R$ 912 milhões do Fundo Clima para empresas privadas restaurarem florestas brasileiras. O pacote faz parte de um fundo que já chega a R$ 10 bilhões, em parceria com entidades europeias e o BID, para financiar tecnologias, equipamentos e projetos de mitigação.
Cinco empresas assinaram contratos durante o painel “O Arco da Restauração”, conduzido por Aloizio Mercadante, que destacou o foco no Arco do Desmatamento, região que concentra 75% da devastação amazônica. A ideia é blindar o território, fortalecendo iniciativas que regeneram áreas críticas.
Inger Andersen, diretora da ONU Meio Ambiente, reforçou o impacto humano e econômico da restauração: “Investir em florestas é investir no planeta”. Marina Silva também destacou que comando e controle garantem a estabilidade necessária para manejo adequado.
Na prática, R$ 250 milhões irão para a re.green, que vai ampliar projetos de silvicultura em seis estados. A empresa celebra o aporte como um “selo de confiança” para escalar a restauração de longo prazo.
