Após saída dos EUA do Acordo de Paris, quem vai liderar a luta climática global?

Com os Estados Unidos formalizando sua saída do Acordo de Paris em janeiro de 2026, o tabuleiro climático mundial passa por uma reconfiguração histórica. O país, responsável por 11% das emissões globais e principal financiador internacional (US$ 9,5 bilhões/ano), deixa um vácuo de liderança que a União Europeia e a China tentam preencher – cada uma com suas contradições.

A UE mantém metas ambiciosas: corte de 90% nas emissões até 2040. Mas flexibilizou regras ambientais para proteger sua indústria, gerando críticas sobre seu papel como “líder verde”. Já a China, maior emissor mundial (30%), domina a produção de tecnologias renováveis enquanto ainda expande usinas a carvão – um duplo papel que a coloca como peça-chave, mas não necessariamente confiável, na transição global.

O movimento expõe uma realidade dura: países em desenvolvimento, com apenas 5,4% dos investimentos em renováveis, detêm recursos críticos como lítio e dependem de coalizões que ainda estão por se consolidar. O desafio agora é evitar que a governança climática vítima de uma guerra geopolítica silenciosa. 🌍⚖️

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