Data centers estão se tornando os novos vilões climáticos da era digital

Enquanto a inteligência artificial avança a velocidade impressionante, seus custos energéticos ameaçam descarrilar a transição climática global. Data centers – que já consomem 1% de toda a eletricidade mundial – devem mais que dobrar sua participação na demanda até 2035, especialmente nos países ricos, onde responderão por até 20% do crescimento do consumo elétrico nesta década.

O problema não está só no volume, mas na fonte: combustíveis fósseis, principalmente gás natural e carvão, ainda dominam a operação diária dessas estruturas. Nos EUA, o gás natural deve abastecer a maior parte dos data centers nos próximos anos, enquanto autoridades já justificaram a reativação de usinas a carvão para sustentar a corrida pela IA. Na China, a situação é semelhante, e na Irlanda, o crescimento dos data centers já anulou ganhos obtidos com energias renováveis.

“Estamos implantando a IA sem ter uma boa noção de quanto de energia ela realmente consome”, alerta Sasha Luccioni, líder climática da Hugging Face. Apesar de prometerem eficiência em outros setores, os data centers operam com pouca transparência e regulação insuficiente, tornando-se um ponto cego perigoso na agenda climática global. ⚡️🌍

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