Pela primeira vez, a B3, bolsa de valores brasileira, realizou um leilão ambiental em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. O projeto marca o início de um modelo que concede áreas da Amazônia a empresas interessadas em explorar a floresta de forma sustentável. A estreia foi com a Floresta Nacional de Humaitá, no Amazonas, e recebeu três propostas.
O potencial de investimentos ultrapassa R$1 bilhão, com contratos que podem durar até 40 anos.
Empresas vencedoras poderão atuar com manejo florestal, turismo ecológico e bioeconomia, desde que cumpram obrigações ambientais rigorosas. A ideia é usar capital privado para garantir preservação, gerar renda e movimentar a economia da floresta sem desmatá-la.
A iniciativa integra o programa Florestas+, que busca transformar a floresta em um ativo de valor. Segundo o governo, dezenas de outras áreas devem ser ofertadas nos próximos anos. A expectativa é que o modelo contribua não só para a redução do desmatamento, mas também para o fortalecimento da bioeconomia, impulsionando a inovação verde e a inclusão das comunidades tradicionais no processo de desenvolvimento sustentável.
