A Europa volta a enfrentar os efeitos extremos das mudanças climáticas. Portugal decretou estado de alerta nacional até 3 de agosto, diante de uma intensa onda de calor que pode levar as temperaturas a até 45 °C em algumas regiões. A decisão mobiliza bombeiros, forças de segurança e proteção civil, diante do risco máximo de incêndios florestais em todo o território continental, um cenário especialmente crítico no Alentejo e no interior centro-norte, regiões historicamente vulneráveis.
Ao mesmo tempo, países nórdicos como Suécia, Noruega e Finlândia, tradicionalmente conhecidos pelo clima ameno, estão enfrentando temperaturas inéditas acima de 30 °C.
O fenômeno desafia padrões históricos e aumenta os alertas para impactos da crise climática em latitudes antes consideradas menos expostas. Cientistas já apontam que essas ondas de calor simultâneas, cada vez mais frequentes e duradouras, são consistentes com os modelos que preveem um aquecimento global descontrolado.
A combinação de incêndios, calor extremo e desequilíbrio térmico evidencia a urgência de ações coordenadas, locais e globais, para adaptação e mitigação dos impactos climáticos. A Europa está sob pressão. E o planeta, também.
