Declaração de Bogotá avança na proteção da Amazônia, mas evita meta sobre fósseis

A Cúpula da OTCA, em Bogotá, mostrou avanços importantes para a proteção da Amazônia. Os países da região anunciaram cooperação contra o desmatamento, compromissos de restauração de ecossistemas, incentivo à bioeconomia e maior participação de povos indígenas e da sociedade civil. Também foi aprovada a criação da OTCA Social, espaço que dará mais voz às comunidades amazônicas nas decisões.

Mas, apesar dos progressos, a declaração frustrou as expectativas. O documento não trouxe metas claras sobre combustíveis fósseis, um ponto central para o futuro climático. O tema ficou apenas na introdução do documento e países como Peru, Equador e Venezuela se opuseram a compromissos mais duros.

Zoom out: A OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica) é formada pelos oito países da bacia amazônica e existe para articular ações conjuntas em defesa da floresta e do desenvolvimento sustentável. Criada em 1995, com sede em Brasília, a organização busca unir governos, ciência e sociedade em torno da proteção da maior floresta tropical do planeta.

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