O cientista sueco Johan Rockström, diretor do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático e criador do conceito de limites planetários, voltou a soar o alarme sobre os riscos que a humanidade corre ao romper as fronteiras que garantem a estabilidade da Terra. Em evento em São Paulo, ele lembrou que o planeta viveu no Holoceno – últimos 10 mil anos – seu período mais estável, permitindo o surgimento da agricultura e das civilizações. “É o único estado que sabemos ser capaz de sustentar a vida humana. Hoje, porém, entramos no Antropoceno, em que nossas atividades superam as forças naturais”, afirmou. 🌀
Segundo Rockström, já estamos ultrapassando seis dos nove limites: clima, biodiversidade, uso da terra, água doce, ciclos de nitrogênio e fósforo e poluição química. Isso ameaça ecossistemas vitais como a Amazônia, a Groenlândia e os recifes de coral, que podem colapsar se pressionados além do ponto de inflexão.
🔎 Apesar do alerta, o cientista vê esperança: os limites planetários funcionam como um mapa de navegação para políticas públicas e decisões empresariais. 🌱 Com a proximidade da COP30 no Brasil, ele defende que reconhecer e respeitar esses limites seja a base de qualquer estratégia de desenvolvimento. “Temos as soluções, mas o ritmo precisa acelerar. Estamos ameaçando a saúde de todo o planeta.”
