A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (17) a Operação Rejeito, que revelou como funcionava uma rede de mineração ilegal bilionária em Minas Gerais. O grupo utilizava empresas de fachada e “laranjas” para ocultar os verdadeiros donos, falsificava documentos e pagava propina a servidores públicos. Tudo para explorar minério de ferro sem autorização, inclusive em áreas de grande valor ambiental, como a Serra do Curral, cartão-postal de Belo Horizonte.
Segundo as investigações, o esquema tinha diferentes núcleos: empresários que articulavam contatos políticos, investidores que injetavam recursos para dar aparência de legalidade, advogados que elaboravam pareceres e contratos, além de servidores que recebiam propina para liberar licenças em tempo recorde.
A PF aponta o empresário Alan Cavalcante do Nascimento como líder da organização e o ex-deputado João Alberto Paixão Lages como sócio oculto.
💬 Para os investigadores, trata-se de um caso de “corrupção sistêmica”, onde interesses privados se infiltraram na máquina pública para transformar o patrimônio mineral em fonte de lucro ilícito.
