Duas décadas após o início da restauração da fauna no Parque Nacional da Tijuca, o Rio de Janeiro celebra um momento histórico: quatro araras-canindé voltaram a viver na cidade, após mais de 200 anos desaparecidas da natureza local. O último registro dessas aves em vida livre data de 1818.
As novas moradoras — três fêmeas e um macho — vieram do Parque dos Três Pescadores, em São Paulo, e agora passam por um período de adaptação em um viveiro construído especialmente no parque.
As araras passarão até seis meses em adaptação, com treinos de voo, mudança na alimentação e fortalecimento muscular, antes de serem soltas definitivamente.
🦜 As araras foram resgatadas de cativeiros ilegais e, após exames e reabilitação, serão acompanhadas por especialistas para garantir que consigam se adaptar e se reproduzir em liberdade. O projeto Refauna Tijuca, responsável pela reintrodução, já trouxe de volta outras espécies nativas, como bugios, cutias e jabutis.
🌳 Mais do que uma cena bonita no céu do Rio, a presença das araras é essencial para a floresta: elas ajudam a espalhar sementes e restaurar o equilíbrio ecológico da maior floresta urbana do mundo.
