Com 30% de bioenergia, Brasil mostra que dá pra ser verde sem perder a energia

O Brasil acaba de atingir um marco relevante na transição energética: a bioenergia já representa cerca de 30% da matriz energética nacional. O dado considera, eletricidade, além de combustíveis derivados de biomassa, biogás e biometano. Sem esse componente, a participação de fontes renováveis cairia de 49% para aproximadamente 20%, nível próximo da média global.

A cana-de-açúcar é o destaque dessa matriz, sendo responsável por quase 17% da produção de bioenergia. Outras fontes incluem lenha, óleos vegetais, resíduos agrícolas, biogás e lixo orgânico.

Em 2024, os combustíveis bioenergéticos evitaram a emissão de mais de 60 milhões de toneladas de CO₂, com impacto direto na descarbonização dos transportes e no fortalecimento de cadeias produtivas regionais.

Além da matriz elétrica, que já é quase 90% renovável, a bioenergia se consolida como elemento estratégico para o país. A expectativa agora é que políticas públicas, como o RenovaBio, e investimentos em biorrefinarias e inovação tecnológica mantenham esse avanço sustentável.

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