A CEO da COP30, Ana Toni, reforçou que acelerar a descarbonização depende diretamente do engajamento do setor privado. Para ela, as empresas são essenciais para transformar compromissos climáticos em ações reais e em escala muito além de pilotos isolados. A fala veio após Toni receber um documento com 800 iniciativas de sucesso, incluindo projetos em agricultura regenerativa, biocombustíveis e restauração florestal, que ela espera ver como “novo normal” das operações empresariais.
A mobilização privada, porém, enfrenta obstáculos: nem todas as companhias têm estrutura para medir emissões ou conduzir projetos de baixo carbono. Instituições como o IEMA defendem a transparência dos dados de emissões como condição para atrair investimentos e garantir credibilidade. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que a presença crescente das empresas não pode substituir a responsabilidade dos governos no processo climático.
No Brasil, o setor privado já avança com dezenas de soluções mensuráveis e escaláveis, mostrando potencial para liderar parte da implementação climática. Para a COP30, o recado é claro: sem o mercado, a transição não ganha velocidade.
