Estudo revela avanço global de doenças crônicas em múltiplas espécies de animais

Uma nova pesquisa publicada na Risk Analysis mostra algo que já vinha aparecendo em estudos isolados, mas agora ganha forma mais clara: animais de companhia, de produção e até espécies marinhas estão desenvolvendo as mesmas doenças crônicas que afetam humanos, de diabetes e obesidade a câncer e problemas articulares. O aumento está ligado a uma combinação de predisposição genética e pressões ambientais cada vez mais intensas, impulsionadas pela crise ecológica global.

O trabalho reúne evidências de diversas regiões do mundo e mostra um padrão comum: urbanização acelerada, poluição, mudanças climáticas, dietas inadequadas, estresse prolongado e ambientes degradados têm contribuído para o avanço dessas condições. Em algumas populações de pets urbanos, mais da metade já apresenta sobrepeso; em fazendas industriais, porcos desenvolvem osteoartrite; e em mares aquecidos e contaminados, tartarugas e baleias enfrentam tumores antes raros.Os autores defendem um sistema integrado de vigilância baseado nas abordagens de Saúde Única e Eco-saúde, já que humanos e animais estão respondendo de forma semelhante ao mesmo ambiente em transformação.

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