Em um momento decisivo para o futuro do planeta, 96 países assinaram um apelo por um tratado global mais ambicioso contra a poluição plástica. A proposta pede metas claras para reduzir a produção de plásticos descartáveis, estimular a reutilização e responsabilizar fabricantes pelos resíduos que geram. O Brasil, porém, optou por não apoiar o documento, ficando de fora de uma das iniciativas ambientais mais relevantes da atualidade.
Mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas por ano no mundo, e menos de 10% é reciclado.
O pacto foi firmado durante as negociações do futuro tratado internacional sobre plásticos, que acontece no Canadá. Países da União Europeia, América Latina e África estão entre os signatários. O Brasil, um dos maiores produtores de lixo plástico do planeta, não se posicionou.
Segundo especialistas, a ausência pode comprometer o papel do país em futuras negociações ambientais e sinaliza um distanciamento de compromissos sustentáveis. Em um cenário de emergência climática, o silêncio custa caro.
